Saúde mental de mulheres imigrantes racializadas em Portugal: uma análise interseccional e decolonial

Autores/as

  • Izabela Maria de Oliveira Pinheiro
  • Conceição Nogueira
  • Joana Bessa Topa

Palabras clave:

Mulheres imigrantes racializadas, Saúde mental, Interseccionalidade, Decolonialidade, Políticas públicas

Resumen

Este artigo analisa os desafios enfrentados por mulheres imigrantes racializadas no acesso aos serviços de saúde mental em Portugal. A escassez de estudos dedicados a essa população motivou a realização de uma reflexão teórica e crítica, fundamentada em referenciais feministas interseccionais e decoloniais. A análise revela que desigualdades estruturais, práticas discriminatórias e a ausência de sensibilidade cultural nos atendimentos continuam a reforçar barreiras ao cuidado psicológico. Como implicações, aponta-se a necessidade urgente de repensar políticas públicas de saúde mental, investir em formações profissionais orientadas por modelos críticos de competências multiculturais e incorporar perspectivas que problematizem as consequências da colonialidade ainda presente nos serviços de saúde mental no contexto português.

Biografía del autor/a

Izabela Maria de Oliveira Pinheiro

Doutoranda em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal (2022). Integrante do grupo de investigação sobre diversidade, gênero e sexualidade. O projeto de doutoramento é sobre imigração e intervenção psicológica numa perspectiva interseccional. Membro do Conselho Federal de Psicologia, Tem colaborado com diferentes organizações não governamentais brasileiras e portuguesas em prol da igualdade de acesso aos serviços de saúde e às políticas de saúde pública.

Conceição Nogueira

Professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal.

Joana Bessa Topa

Professora Auxiliar na Universidade do Maia; Investigadora Integrada no Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG), Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa; e Investigadora Colaboradora no Centro de Psicologia da Universidade do Porto (CPUP), integrada na linha de investigação "Sexualidade e Género". É doutora em Psicologia Social (2013) pela Universidade do Minho. É membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses.  O seu percurso de investigação centra-se em questões de migração, violência de género, saúde mental, grupos oprimidos e discriminação, através de uma perspetiva feminista, decolonial e crítica.

Publicado

2026-06-28

Cómo citar

Maria de Oliveira Pinheiro, I., Nogueira, C., & Bessa Topa, J. (2026). Saúde mental de mulheres imigrantes racializadas em Portugal: uma análise interseccional e decolonial. TRAVESSIA - Revista Do Migrante, 1(104). Recuperado a partir de https://travessia.emnuvens.com.br/travessia/article/view/1798

Número

Sección

Artigos